sábado, 19 de setembro de 2009
Mário Gomes, poeta.

"Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas
Fiquei iluminado
Bebi toda a água do oceano
Devorei as florestas
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés
Pensando que era a hora do Juízo Final
Apertei, com as mãos, a terra
Derretendo-a
As aves em sua totalidade
Voaram para o Além
Os animais caíram do abismo espacial
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente
Fui dormir o sono da eternidade
E me acordei mil anos depois
Por detrás do Universo."
AÇÃO GIGANTESCA,Mário Gomes
sábado, 1 de agosto de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
"OutroRioMesmoRio"
Nos anos 90 (92/98) o jornal o Dia (RJ) criou 5 edições regionais: Baixada Fluminense, Grande Niterói, NorteNoroeste, Sul e Serrana.
Junto a edição Metropolitana já existente, a idéia era cobrir de forma mais efetiva o estado.
Cinco sucursais e vários correspondente em todo estado produzindo diariamente.
Cada edição regional com capa própia e de 2 a 4 páginas tratando apenas daquela região. Aos domingos um Caderno Especial de 6 a 8 páginas.
Iniciativa ambiciosa e enriquecedora para o Jornalismo.
Infelizmente o jornal não teve fôlego e foi obrigado a enterrar o projeto.
Eu tive o privilégio de coodernar a fotografia, editar e fotografar.
Nossa editoria chamava-se Interior e tinhamos o costume de promover exposições e projeções com as fotos.
Conservei parte desse material e montei esse filme, a última mostra.
Escolhi para trilha sonora uma bela música feita por um baiano e cantada por ele na Suiça.
O nome da música, a mistura de ritmos, de línguas, e o fato de ter sido cantada no exterior, Pode dar um/o tom.
Coisas de que tenho saudade e fui ligando/unindo coisas. Fazendo associações.
Muita coisa boa ficou de fora, pena, mas o espaço pedia.
sábado, 17 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não."
Cartão de Natal
(João Cabral de Melo Neto)









